segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A revista In-tradução em sua oitava edição apresenta muitos artigos interessantes sobre tradução e linguística de corpus, tradução e antropologia, tradução e crítica genética, tradução intersemiótica, além de entrevistas e traduções. Na capa desta revista apresento duas obras do meu novo projeto "Lugar Mítico". Confiram no link abaixo: http://www.incubadora.ufsc.br/index.php/intraducoes/issue/current

sábado, 28 de janeiro de 2012

Ocupação Cornélia

OS DENTES DO TEMPO

No primeiro século de nossa era, o latino Ovídio escreveu "tempus edax rerum" (tempo devorador das coisas), retomando uma epigrama do poeta lírico grego Simónides (5 a. C.), para o qual "o tempo de dentes afiados tudo consome, até as coisas mais fortes". Logo no início do século 17, Shakespeare, na comédia "Medida por medida", traz de volta a expressão "os dentes do tempo". O tempo devora certezas, materialidades, expressões, relações, e anuncia rupturas e esquecimentos.

Texto retirado do livro: Não nascemos prontos!de Mario Sergio Cortella.






terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A caçamba da vez: crítica ao espetáculo imobiliário.

A CAÇAMBA DA VEZ: CRÍTICA AO ESPETÁCULO IMOBILIÁRIO.

O nome "Caçamba da vez" faz referência ao termo utilizado pelo mercado imobiliário: "A bola da vez", isto é, quando um bairro, geralmente residencial, é escolhido para ser ocupado brutalmente por espigões.
A especulação imobiliária elege um bairro agradável, bem estruturado, com casinhas charmosas, cultura local e uma comunidade de convívio harmonioso. Não há dúvida! Esse bairro será "A bola da vez".

Enquanto as incorporadoras apresentam aos seus compradores esse bairro atraente, tratores e escavadeiras o exterminam.
As demolições são colocadas dentro de caçambas. Lá encontramos: história, identidade, cultura, convívio, afetos - tudo transformado em entulho. A destruição é feroz e os impactos ambientais são avassaladores.

A " Caçamba da vez " é a "Caçamba da fala". Dentro dela não existe entulho, mas alto-falantes que reproduzem vozes de 1988 retiradas do áudio "A Constituinte e a Ecologia", pertencente ao acervo do MIS.
As vozes são de Paulo Bastos, então Presidente do CONDEPHAAT(Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) e Ruben Born, coordenador do CECON (Centro de Estudos de Conservação da Natureza).

O objetivo desta caçamba é ser mensageira e receptora de vozes, oferecer espaço para a sociedade civil refletir e manifestar-se, externando suas opiniões e expectativas perante a situação que ela experimenta nesses bairros (frações de território da cidade), causada pela trágica atuação da especulação imobiliária.

Dia 26 de novembro de 20011.


O primeira foto refere-se à matéria sobre "Patrimônio" na revista da Folha de São Paulo, 11 de dezembro.














A caçamba da vez: crítica ao espetáculo imobiliário.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Bete, a guardiã da esquina



O lixo incomodava a todos, não era mais possível usar a calçada. A esquina foi designada "ponto viciado", e lá carroceiros e vizinhos despejavam entulho e lixo.
Estava estudando estética relacional, quando me veio a ideia de colocar a "Bete" (minha manequim) como guardiã da esquina. Fiz propaganda pelo bairro: "Bete, mulher íntegra e valente chegará para resolver o problema do lixo". E não é que deu certo? No dia 29 de outubro comemoramos os seis meses de sua eficiente atuação com festa e algodão doce.
O envolvimento dos vizinhos e a alegria das crianças fez da "Bete" uma grande obra .

"Dia da comemoração de 6 meses de Bete"








"Dia do aparecimento da Bete"